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Receitas com erva-doce

Folar de Olhão

Por Carla Rocha

O Folar de Olhão é o folar que me acompanha desde sempre! Cresci a ver a minha avó Juliana a fazer folares na Páscoa, pensando eu que era tão fácil, pois ela fazia tudo parecer tão fácil, amassava à mão folares para todos nós. Não querendo mentir, a minha avó fazia mais de 10 folares de cada vez, todos de tamanhos diferentes, cozidos em tachos de alumínio. Na hora de os cozer, lá íamos nós com os tachos na mala do carro, para os cozer nos fornos das fábricas do pão de Olhão. Uns anos íamos à Aliança, noutros aos ‘Mau-maus’. Dependia de quem ia ter os fornos ligados e disponibilidade para nos receber. Só depois de ‘crescida’ comecei a dar valor a tudo isto, ao que marca a minha história de vida. Coisas que eram tão tidas como minhas, que na altura não lhes dava a devida importância. Ontem fiz três folares. Amassei-os na batedeira, cozi-os no forno aqui de casa, tudo muito diferente, mas ajustado à realidade dos nossos dias e que espero que daqui a uns anos, a minha filha dê o devido valor. O Folar de Olhão, para quem não conhece, é um folar doce, feito em camadas, com uma mistura ainda mais doce pelo meio. Em 2019 eleito como uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal. Existem diversas receitas, a que aqui hoje vos trago, é a receita como a minha avó o fazia. Quando à forma, continuo a fazer a forma tradicional, embora nos últimos anos, tenha visto que começaram a fazer o folar enrolado, são opções que respeito e até gosto, tanto que fiz um deles assim. Creio que na cozinha há sempre lugar para todos, sempre com respeito mútuo.

Folar Algarvio de Bater

Por Carla Rocha

Este folar leva-me de volta à minha infância e ao Montenegro (Faro), onde vivi até aos 8 anos. Sempre foi o folar preferido do meu pai. Embora em casa o que entrasse mais fosse o folar de Olhão que a minha avó Juliana fazia como ninguém, tinha que haver sempre um folar destes para o meu pai e com ovo cozido dentro, senão nem era folar 😊. Da família, pelo menos que eu me recordo, quem o fazia era a tia Alzira. É um folar um pouco diferente, pois não leveda e é feito na batedeira ao invés de ser amassado. Tem sabor forte a especiarias, erva doce e canela que eu tanto adoro. Tenham apenas atenção ao encher a forma, não passem mesmo dos 2/3, senão acontece-vos o que me aconteceu a mim e que podem ver no vídeo. Eu aviso, mas depois não cumpro! O que interessa é que este folar está divinal e vai estar na nossa mesa de Páscoa.

Broas dos Santos

Por Carla Rocha

De há alguns anos a esta parte que faço Broas dos Santos, nos últimos dias de outubro para partilhar com colegas e amigos, para cumprir a tradição do Pão por Deus. Confesso que foi uma tradição que abracei e que faço gosto em não falhar. Este ano não foi diferente, pelo que estive a fazer as minhas broas, para amanhã dia 31 de outubro, tanto eu como o Francisco, partilharmos com os nossos colegas. A receita que fiz este ano é da Luísa Alexandra e eu adaptei-a ao nosso gosto! O resultado final são umas broinhas bem saborosas, com frutos secos.