Cozinha: Algarvia

Doce de Figo e Vinho do Porto

Por Carla Rocha

Este Doce de Figo e Vinho do Porto, é um excelente acompanhamento para queijos e salgados, contudo é igualmente bom para comer simples em tostas ou iogurtes. Por os figos, por si só, serem uma fruta tendencialmente doce, reduzi a quantidade de açúcar em relação ao seu peso e, até porque o açúcar que usei, foi açúcar amarelo, também ele com um travo mais forte. Como vinho do Porto, usei um vinho também ele doce, um Croft Platinum Reserva, um dos meus preferidos e, que pela sua cor e travo, dá sempre um sabor marcante. Em relação ao tipo de figos, este Doce de Figo e Vinho do Porto, foi feito com dois tipos, um verde, os pingo mel e outro escuros, também eles da região do Douro, mas que confesso que não sei o nome. Os vídeos do processo estão no nosso instagram @cozinhaalacarte.

Biqueirões Albardados

Por Carla Rocha

Sabem aqueles pratos que sempre existiram em casa dos pais e que na altura não gostávamos, mas que quando fomos viver sozinhos e para longe deixámos de ter acesso, pelo que se tornaram alvo de desejo absurdo? pois bem, estes Biqueirões Albardados, estão na minha lista de pratos de desejo! É um prato típico de Olhão e a maior dificuldade está no arranjar do peixe e foi isto que aprendi desta vez. A minha mãe esteve a ensinar-me a tirar a espinha ao dito para que a partir de agora, os possa preparar em casa. Estes Biqueirões Albardados, são uns simples filetes, temperados com sal, limão, alho e pimenta branca que depois de estarem pelo menos 24 horas a marinar, são passados pela farinha e pelo ovo. Aqui em casa, não o fazemos, mas pode-se juntar ao ovo, cebola e salsa picada. Estes Biqueirões Albardados tanto servem como componente de um prato principal, acompanhado por um arroz malandro de tomate, como de entrada ou petisco. Aqui em casa gostamos de os comer frios, no pão!

Camarões Grelhados e Flamejados

Por Carla Rocha

Para quem gosta de camarões e quer fugir aos típicos camarões cozidos, esta é uma excelente receita de Camarões Grelhados e Flamejados, que é feita no forno. Depois de grelhados, são flamejados com whisky, o que lhes confere um sabor divinal! Os camarões a usar, devem ser grandes, de calibre 20/30. O calibre define o número de peças por quilo de produto, assim um camarão de calibre 20/30 quer dizer que por cada quilo desse camarão, virão entre 20 a 30 unidades. Reserve uma fatias de pão para sim, pois não sei se vai conseguir resistir ao magnifico molho que se forma!

Folar Algarvio de Bater

Por Carla Rocha

Este folar leva-me de volta à minha infância e ao Montenegro (Faro), onde vivi até aos 8 anos. Sempre foi o folar preferido do meu pai. Embora em casa o que entrasse mais fosse o folar de Olhão que a minha avó Juliana fazia como ninguém, tinha que haver sempre um folar destes para o meu pai e com ovo cozido dentro, senão nem era folar 😊. Da família, pelo menos que eu me recordo, quem o fazia era a tia Alzira. É um folar um pouco diferente, pois não leveda e é feito na batedeira ao invés de ser amassado. Tem sabor forte a especiarias, erva doce e canela que eu tanto adoro. Tenham apenas atenção ao encher a forma, não passem mesmo dos 2/3, senão acontece-vos o que me aconteceu a mim e que podem ver no vídeo. Eu aviso, mas depois não cumpro! O que interessa é que este folar está divinal e vai estar na nossa mesa de Páscoa.

Morgado Fingido

Por Carla Rocha

Se há bolo pelo qual nutro sentimentos, é este, o Morgado Fingido. O bolo que a minha avó tantas vezes me vez para eu trazer para casa… quem me dera que o continuasse a fazer. A minha avó Juliana tinha uma mão para a cozinha como não há muitas, tudo o que ela fazia era delicioso! Este é um bolo de amêndoa e chila em que se usa apenas uma colher de sopa de farinha, pelo que se o quiserem adaptar para ser sem glúten, omitam a farinha, ou substituam-na por outro farinha de tipo. Sendo a quantidade tão reduzida, não haverá problema. Aqui o importante é sempre o mesmo, façam-no! É deveras simples, basta misturar tudo e levar ao forno.

Polvo Estufado com Cerveja

Por Carla Rocha

Não há melhor polvo que o do meu pai, apanhado e cozinhado por ele. Eu apenas tento reproduzir o cozinhado, embora também já tenha apanhado alguns 😊! Ele acrescenta uma coisinha aqui, outra ali e eu tenho que estar atenta se quero apanhar as suas receitas. O certo é que fica sempre delicioso. Aqui entra também a qualidade do polvo, que é polvo da ria formosa, de calibre pequeno. Claro que está que podem fazer com qualquer tipo de polvo, mas tentem fazê-lo sempre com polvos de tamanho mais pequeno.

Cataplana de Carne e Marisco

Por Carla Rocha

É simples assim, eu adoro cataplana 😊! A cataplana é um prato típico algarvio e em Olhão é fácil encontrar na grande maioria dos restaurantes. A minha preferida, é esta que aqui coloco a receita, de carne e marisco, mas pode-se fazer cataplana com diversos ingredientes e combinações. Esta em especial, por ser de carne, não a faço colocando todos os ingredientes em crú, pois gosto de selar a carne antes dos restantes ingredientes. Posso assegurar-lhe que o sabor é fantástico!

Xarém com Conquilhas

Por Carla Rocha

Este é um dos pratos favoritos da Joana e não é nada fácil fazê-lo em nossa casa. Só foi possível porque trouxe para a Maia, conquilhas congeladas, que foram congeladas bem frescas, logo depois de apanhadas, o que faz com que mantenham o seu sabor original. O sabor ficou igual, até parecia que estávamos em Olhão!

Carne de Porco com Conquilhas

Por Carla Rocha

Quando estamos em Olhão, aproveitamos para comer o que gostamos e que só lá conseguimos comer, como as conquilhas. Estas conquilhas com carne de porco, fazem um prato fácil, saboroso e que nos enche a medidas as todos! Nem precisa de temperar a carne com antecedência.

Trutas de Batata Doce da Avó Juliana

Por Carla Rocha

Este é o doce típico de Natal em nossa casa e ninguém as fazia melhor do que a minha avó Juliana. É uma receita de um doce frito, em forma de rissol, cujo recheio é um doce de batata doce. A massa é bem fácil de trabalhar e pode usar para rechear com outro recheio a gosto. Guardei-a para publicar hoje, dia de Natal, como forma de homenagear a minha estrelinha, de quem sinto imensa falta. Nada é como era.