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Folar de Carnes

Por Carla Rocha

Típico da zona de Trás-os-Montes, o Folar de Carnes, é uma presença obrigatória na mesa da Páscoa. Este ano, não estava a pensar fazer, mas a consciência, não deixou passar. Nos últimos anos temos tido sempre folar salgado na nossa mesa. Este ano, não estando programado, usei os enchidos que tinha no frigorífico, pelo que não o vou categorizar como sendo de uma terra em particular. A massa, fiz a que já aqui partilhado no Folar de Valpaços, tendo reduzido a quantia para cerca de metade. O mais engraçado é que estava eu a fazer a massa, quando comecei a ver na televisão uma reportagem sobre este tipo de folar e as suas tradições, o que me deixou ainda com mais vontade de o fazer, pois defendo vigorosamente que temos que manter e perpetuar as nossas tradições, a nossa cultura. O que eu faço é que estou a construir as minhas tradições, as da minha família, que um dia será a herança preciosa da minha filha!

Regueifa Doce

Por Carla Rocha

A Regueifa Doce é uma receita típica do norte de Portugal, que se faz na altura da Páscoa. Em algumas aldeias, há a tradição dos padrinhos oferecerem a regueifa doce aos afilhados no domingo de Páscoa. Esta Regueifa Doce faz parte das memórias de Páscoa do Francisco e até hoje é o seu doce preferido da época. A receita desta Regueifa Doce foi-me passada por uma prima do Francisco, a Fernanda, a especialista da regueifa (e não só) da família. Eu até vir morar para a Maia desconhecia esta iguaria, mas agora faz parte da nossa mesa de Domingo de Páscoa. Dá algum trabalho a fazer, pois a massa não é muito fácil de trabalhar, pelo que na hora de amassar na bancada, é necessário fazer uso de farinha, enquanto se amassa e depois se molda a regueifa. O resultado final, vale bem a pena o trabalho, pois é um pãozinho doce, bem fofo, que aconselho vivamente a experimentar!

Papos de Anjo em Hóstia

Por Carla Rocha

Estes Papos de Anjo em Hóstia, são uma pérola da doçaria conventual portuguesa e como tal, à semelhança de outros que fazem parte da nossa história, devem ser conservados como uma relíquia. Foi este tema que me fez inscrever no curso intensivo de Doçaria Conventual Portuguesa da Mónica Pereira. Aprender mais sobre a nossa história gastronómica, neste caso a doçaria. Foi um curso magnífico que recomendo vivamente! Dos doces que lá aprendi a fazer, estes Papos de Anjo em Hóstia, têm sido os que mais tenho reproduzido, pois agradaram a todos!

Broas dos Santos de Batata Doce

Por Carla Rocha

Estas Broas de Batata Doce, são até agora as melhores que já fiz e foram as que mais percalços tiveram na sua execução. Comecei por apenas ter amêndoas em casa, logo eu que gosto de encher as broas de frutos secos! O maior dos precalços foi mesmo, só me aperceber que não tinha fermento para bolos em casa, quando já as estava a fazer… Sabem que mais? não foi necessário, eu que junto sempre um pouco de fermento, fi-las agora sem o mesmo e com a ajuda da farinha Branca de Neve, cresceram que foi um mimo, ficaram super fofas. Acabou o fermento nas broas! De resto só vos posso dizer para experimentarem, valem bem a pena, são macias e muito saborosas estas broas. Com elas faço o meu Pão por Deus, este ano muito diferente do habitual, mas fica o desejo de no próximo ano, tudo voltar ao normal.

Cabrito Assado no Forno

Por Carla Rocha

O cabrito ou borrego assado no forno é uma comida típica da época da Páscoa, que anda na mesa dos portugueses durante todo o ano, uma ótima refeição de domingo. Ouço sempre alguém dizer que não gosta, isso talvez, porque nunca o comeram bem preparado, pois sendo uma carne com um sabor forte, há que o temperar bem, com algum tempo de antecedência. Aqui em casa, não falta no almoço de Páscoa, acompanhado por batatas assadas, arroz de forno e esparregado. É sempre uma refeição que dá algum trabalho a preparar, mas que nos sabe muito bem. Nos tempos apresentados nesta receita, não inclui os tempos de repouso para marinar, que devem ser no mínimo 12 horas.